Um projeto imobiliário não se resume a encontrar um imóvel ou a publicar um anúncio online. Por trás de cada venda, cada locação, há um dossiê técnico a ser constituído, diagnósticos atualizados, obrigações legais que às vezes mudam ao longo do caminho. É precisamente nesse terreno que os serviços de uma agência imobiliária fazem a diferença, absorvendo a complexidade regulatória para que o proprietário ou o comprador avance sem bloqueios.
DPE e novo coeficiente de conversão: o que muda para uma venda
Desde 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de conversão da eletricidade utilizado no cálculo do DPE passou de 2,3 para 1,9. Essa mudança técnica tem consequências muito concretas: alguns imóveis aquecidos com eletricidade mudam de classe energética sem qualquer obra.
Você tem um apartamento classificado como F que passa para E graças ao novo cálculo? Isso pode ser suficiente para desbloquear uma venda ou manter um imóvel em locação, uma vez que as proibições de aluguel visam as classes mais baixas. A questão não é trivial.
A ADEME agora oferece uma atualização gratuita do DPE para os diagnósticos afetados por esse recálculo. Vários imóveis podem obter uma nova certificação sem que um avaliador precise voltar ao local. Para um proprietário que gerencia sozinho, identificar se seu DPE é elegível para essa atualização, e depois utilizar a nova classe em seu anúncio e em seu dossiê de venda, demanda tempo e uma vigilância regulatória ativa.
Ao passar por os serviços da Immo Planet, essa verificação é integrada à constituição do dossiê. A agência identifica os imóveis afetados, orienta o proprietário na direção do procedimento correto e ajusta a estratégia de comercialização com base na nova etiqueta energética.

Copropriedades e DPE coletivo: uma obrigação ampliada em 2026
O DPE coletivo agora também se aplica às pequenas copropriedades construídas antes de 2013. Essa extensão cria um novo desafio para os proprietários em copropriedade que desejam vender ou alugar sua unidade.
Por que esse ponto é tão delicado? Porque o DPE coletivo às vezes condiciona a validade do DPE individual. Um síndico que demora a iniciar o procedimento pode atrasar a venda de um apartamento. O proprietário vendedor se encontra, então, em uma situação de bloqueio que não provocou.
Um acompanhamento imobiliário estruturado permite antecipar esse tipo de situação. A agência verifica, desde a aceitação do mandato, como está a copropriedade em relação às suas obrigações de diagnóstico. Se o DPE coletivo ainda não foi realizado, ela pode alertar o proprietário e ajudá-lo a solicitar ao síndico antecipadamente, antes que a falta de documento impeça um comprador potencial.
Pontos de verificação antes de colocar uma unidade à venda
- Confirmar que o DPE coletivo da copropriedade foi realizado ou está em andamento, e verificar sua data de validade
- Assegurar que o DPE individual da unidade leva em conta o novo coeficiente de conversão se o aquecimento for elétrico
- Reunir as atas da assembleia geral mencionando eventuais obras energéticas votadas, pois elas influenciam a percepção dos compradores
Imóveis de turismo: um registro reforçado que complica a gestão locativa
A locação sazonal também tem suas novidades. Em 2026, o registro dos imóveis de turismo no serviço nacional foi reforçado, inclusive para imóveis já declarados na prefeitura. Um proprietário que alugava seu imóvel em uma plataforma há vários anos pode, portanto, se encontrar em infração sem saber.
Esse endurecimento afeta tanto os investidores locativos quanto os proprietários que alugam pontualmente um imóvel secundário. O procedimento de registro não é complexo em si, mas pressupõe conhecer sua existência e realizá-lo dentro dos prazos.

Para uma agência que gerencia locações, esse tipo de obrigação faz parte do cotidiano. A vigilância regulatória está integrada ao serviço de gestão locativa, o que evita que o proprietário descubra um problema de conformidade no dia em que um inquilino ou uma plataforma o sinaliza.
O que muda concretamente com esse registro
O serviço nacional centraliza as declarações. Cada imóvel de turismo recebe um número de registro que deve constar nos anúncios. Sem esse número, a publicação do anúncio pode ser recusada pela plataforma de locação.
Um proprietário que confia sua gestão locativa a um profissional não precisa acompanhar essas evoluções pessoalmente. A agência atualiza as declarações, verifica a conformidade dos anúncios e mantém os comprovantes necessários em caso de fiscalização.
Projeto imobiliário e segurança do dossiê: o papel concreto de uma agência
Além dos diagnósticos, um dossiê imobiliário sólido reduz o risco de renegociação tardia ou de cancelamento. Um comprador que descobre um DPE desatualizado após a assinatura do compromisso, ou uma unidade em copropriedade cuja avaliação coletiva está faltando, terá um motivo legítimo para rever sua oferta para baixo, ou até mesmo se retratar.
O acompanhamento de uma agência consiste em antecipar esses pontos de atrito:
- Verificar a validade e a coerência de cada diagnóstico antes da venda, e não após a primeira visita
- Adaptar o preço de apresentação com base na classe energética real do imóvel, para evitar um descompasso entre as expectativas do vendedor e a realidade do mercado
- Informar o comprador de maneira transparente sobre as obras votadas em copropriedade, as despesas previstas e as obrigações da unidade
- Constituir um dossiê completo desde o início, o que acelera o processo no cartório
Esse trabalho de preparação é menos visível do que uma bela foto de anúncio, mas muitas vezes é ele que faz com que uma transação seja concluída dentro dos prazos previstos.
Um projeto imobiliário bem preparado antecipadamente vende mais rápido e com menos surpresas. As evoluções regulatórias de 2026 sobre o DPE, as copropriedades e os imóveis de turismo tornam essa preparação mais técnica do que antes. Confiar essa etapa a um profissional que acompanha essas mudanças diariamente continua sendo a maneira mais confiável de garantir a segurança do seu dossiê, seja você vendedor, comprador ou locador.



